APRENDIZADO & COGNIÇÃO · IDIOMAS & IMERSÃO
Aula #1: Como Aprender Idiomas
Nessa aula: Compartilho o e-mail para o qual as tarefas devem ser enviadas; Apresento o primeiro passo da jornada (a…

Nessa aula:
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Compartilho o e-mail para o qual as tarefas devem ser enviadas;
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Apresento o primeiro passo da jornada (a pesquisa);
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Te ensino como fazer uma boa pesquisa.
Nota: Convido o leitor a levar esse curso do mesmo modo que pretende fazer com o aprendizado do idioma alvo. Com compromisso, organização e uma postura de abertura para conhecer, aprender e compartilhar. Sugestões, opiniões, experiências, enfim, trocas são mais do que bem-vindas. Para reter o aprendizado e poder retomar informações importantes — inclusive meses ou anos depois, com outro idioma —, sugiro que registre de alguma forma os conteúdos que vamos trabalhar. Para isso, você pode criar uma pasta na nuvem (como o Google Drive) ou utilizar um caderno. Tire suas dúvidas nos comentários, faça as atividades diligentemente e as envie para o meu e-mail [email protected] ou compartilhe o link da pasta comigo (nesse caso, libere para comentários). Não se preocupe com julgamentos; todas/todos temos um objetivo em comum, e sua experiência prévia ou o ritmo que leva para fazer o curso são questões que não cabem a mim julgar.
Aula #1
Vimos na aula zero que, para construir um projeto de aprendizagem autogerido, é preciso aprender muito. Da escolha dos materiais às estratégias de estudo, memorização, prática e autoavaliação, são vários os conhecimentos que precisamos adquirir. Algumas coisas podem até ser aprendidas pela experiência — testando, por exemplo, as estratégias de estudo que funcionam melhor para você. Isso diz respeito à sua individualidade, não somente seus gostos, mas toda a sua trajetória de vida, escolarização e trabalho. No entanto, a grande maioria dos conhecimentos envolvidos no aprendizado de idiomas só pode ser assimilado através do estudo do conhecimento sistematizado. Vídeos curtos nas redes sociais e canais do YouTube conseguem oferecer alguns fragmentos desse conhecimento, é claro. Mas carecem de sistematização, sem falar do embasamento teórico e empírico. Por isso, eles podem sim ser uma fonte útil de informação para o aprendizado de idiomas, mas se você não souber como filtrar, organizar e utilizá-las, as horas passadas “scroolando” pelo seu feed não passarão de uma enxurrada de informações desconexas e incertas, que terminarão em confusão mental e muita insegurança sobre o seu percurso de aprendizado.
Uma vez compreendido que a preparação de um projeto exige conhecimento especializado, de que forma podermos adquiri-lo? Pesquisando. É a isso que vamos nos dedicar nessa primeira aula. Que, aliás, tem fundamentação no livro que mencionei na Aula #0, Ultra-aprendizado, de Scott Young. Recomendo a leitura, mas primordialmente as sessões em que o autor trata do 1º princípio de seu método, a Meta-aprendizagem (o cerne está todo aqui). Desse momento em diante, ele se dedica a outros assuntos (foco, repetição, prática, feeback) que são igualmente importantes — e sobre os quais também pretendo tratar! — mas já de forma muito desatualizada. Hoje, graças à Internet, os conhecimentos que Scott aborda nessas temáticas já são conhecidos pela grande maioria das pessoas, e inclusive avançamos muito nisso. Não me surpreende que, de todos os princípios de seu método, a grande maioria tenha sido difundida largamente por canais do YouTube, perfis em redes sociais e livros de auto-ajuda, enquanto a pesquisa e o trabalho de análise, principalmente pelo método dialético de tese-antítese-síntese, ainda sejam tão inacessíveis. Este é outro ponto em que eu e Scott divergimos: nosso posicionamento teórico e político. Mas isso fica para outra postagem.
Primeiro Fundamento: Pesquisa
Para começar, precisaremos de um mapa. Ele nos mostrará como compreender a habilidade que buscamos dominar. Esse mapa deve responder a três perguntas essenciais: ‘‘Por quê?’’, ‘‘O quê?’’ e ‘‘Como?’’. Para construí-lo, proponho um pequeno exercício: antes de ler o próximo parágrafo, faça uma lista com todos os conhecimentos que acredita necessitar para gerenciar seu projeto de aprendizado de idiomas. Quando finalizar, compartilhe suas respostas.
Aqui está a minha versão:
POR QUÊ?
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Por que quero aprender esse idioma?
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Como isso implica na forma como abordarei esse projeto?
O QUÊ?
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Como se estrutura esse idioma? Por exemplo: é composto de radicais, caracteres, romanização? (chinês), de alfabeto, batchim, partículas, romanização? (coreano).
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Quais as regras do seu sistema de escrita? No chinês e no coreano, por exemplo, temos uma ordem correta para a escrita dos traços.
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Que regras gramaticais precisam ser estudadas?
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Que palavras precisam ser estudadas?
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Quais os testes de proficiência que medem as habilidades nesse idioma? Que habilidades linguísticas avaliam? Qual vocabulário e gramática mais frequentes nesses exames?
COMO?
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Como aprender vocabulário?
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Como aprender gramática?
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Como treinar a pronúncia de um idioma?
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Como treinar a leitura?
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E a escuta?
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Que materiais são necessários para aprender um idioma? E como posso acessá-los? Gratuitamente, de preferência.
Saber como se estrutura um idioma e qual a sequência de tópicos a ser estudada é um conhecimento primordial. Sem ele, como pretende montar o seu plano de estudos? Como poderá estabelecer metas e se planejar em relação aos prazos dos testes de proficiência e eventos que virão (entrevistas, viagens)?
Estou muito curiosa para saber que outros conhecimentos você elencou! Não perca essa “nuvem mental”. Ela é o primeiro rascunho do seu mapa.
Agora que já temos uma ideia dos conhecimentos que buscamos, é hora de localizá-los!
Para construir nosso projeto de aprendizagem pessoal, teremos que pesquisar muito. Imagino que você já tenha uma ideia de onde procurar. Mesmo assim, trago minhas sugestões e, novamente, os convido a trocar ideias. Antes de compartilhar minhas pistas, aproveito para fazer um comentário: alguns caminhos são óbvios, e não devem ser menosprezados, você só terá que procurar muito (a ponto de se cansar) para encontrar algo precioso neles; outros caminhos menos buscados poderão te poupar muito tempo e sofrimento no futuro.
Com os dados tirados dessas fontes, fazemos uma análise comparativa das estratégias, metodologias e materiais apresentados. Para não perder nada, vale tomar algumas precauções, como:
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Abrir um documento no seu documento e organizar todas as informações, incluindo links para ferramentas e fontes de estudo.
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De preferência, baixe todo artigo/página de site/livro/dicionário/guia/plano de estudos. Assim, se aquele link deixar de funcionar, a informação não será perdida.
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Se ver uma informação interessante na internet e não tiver tempo disponível para acessá-la naquele instante, não apenas salve; organize já em uma pasta, seja no TikTok, Instagram, YouTube ou Google. Dessa forma, uma dica crucial não ficará perdida em meio a tantos vídeos salvos. Para o Google ou outros navegadores, utilize extensões que organizam seus favoritos em pastas.
Aqui vão as sugestões de boas fontes para utilizar:
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Blogs; canais do YouTube; perfis de professores ou estudantes nas redes sociais; sessões de comentários dessas mesmas fontes; bibliotecas; livros didáticos (além do sumário, várias apostilas trazem uma introdução à língua nos primeiros capítulos); livros sobre aprendizado de idiomas; fóruns de discussão (exemplo: Quora, com grupos específicos para cada idioma); comunidades on-line (Facebook, Telegram, Discord, WhatsApp).
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Alguns sites específicos que eu gosto bastante: The Language Sloth, uma comunidade gratuita no Discord destinada ao estudo de idiomas. Contém fóruns de conversação, canais de chat de aúdio, uma biblioteca incrível de materiais didáticos e livros em diversos idiomas, uma sessão para encontrar parceiros de prática e até professores que oferecem aulas gratuitas, além de outros eventos. No entanto, no momento não temos professores de idiomas oferecendo aulas em português, e a comunidade é toda em inglês, portanto, vale mais a pena para quem já tem um conhecimento básico ou intermediário do idioma. Link de acesso: The Language Sloth Se não for possível acessar através do link, me mande uma mensagem no TikTok (que está no meu perfil do Substack) ou e-mail, e eu compartilho o meu link de convite.
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Canal no Telegram com os materiais mais recentes para preparação para o TOEFL. Link de acesso: TOEFL Materials
Há três métodos que precisam de uma explicação rápida. O primeiro deles seria a utilização de ementas, currículos e planos de ensino de cursos livres ou Universidades. Muita gente não sabe disso, mas muitas Universidades públicas e privadas disponibilizam gratuitamente na Internet esses documentos que detalham o conteúdo programático das disciplinas e até mesmo as bibliografias utilizadas. Para encontrá-los, faça pesquisas no buscador usando esses termos (ementa, currículo, plano de ensino) relacionando-os com o idioma em questão. Para facilitar, você pode também incluir “disciplina”, “universidade”, “faculdade”, “curso” e até mesmo o nome de alguma universidade específica, como Cambridge, MIT, Harvard, PUC, Unicamp, UFMG, etc.
Esse é um dos motivos pelos quais é recomendado aprender inglês antes de qualquer outro idioma! Pois uma vez que o dominamos, podemos acessar conteúdos em inglês para aprender outro idioma. Dessa forma, encontramos uma quantidade bem maior de informações e materiais, os quais são às vezes de qualidade superior aos disponíveis em português. Apesar disso, existem outros caminhos, é claro. Por exemplo, quando comecei a estudar chinês, descobri haver uma quantidade significativa de materiais para aprendizado de mandarim, em espanhol. O que me levou a outra descoberta, a de que outros países da América Latina, além do Brasil, também mantém uma relação estreita com a República Popular da China. Imagino que haja outros caminhos, também. Se você já sabe outro idioma, pode ser interessante descobrir quais as línguas mais estudadas por falantes desse idioma que você aprendeu. Quando descobrir, compartilhe conosco!
Outra fonte que exige uma contextualização são as entrevistas. Veja bem, além dos professores, estudantes e poliglotas que compartilham informações sobre idiomas na Internet, há uma infinidade de pessoas que também aprenderam idiomas e que não compartilham sua jornada na Internet. Essas pessoas também podem ter dicas incríveis para compartilhar com você, e não te cobrarão por isso. Em seu livro Ultra-aprendizado, Scott Young dedica um capítulo exclusivamente a esse método de pesquisa. Você pode ler ele, e eu inclusive recomendo a leitura do livro todo — algumas coisas que vou compartilhar ao longo desse curso foram aprendidas com esse livro —, mas aqui vai um resumo: encontre alguém que fale esse idioma, entre em contato e educadamente pergunte se a pessoa teria disponibilidade de responder algumas perguntas suas ou de encontrar para um café (se a distância não for um problema). Não menospreze também a possibilidade de encontrar alguém no seu círculo de amigos, conhecidos, vizinhos, colegas de estudo ou trabalho que possam te ajudar. É assim que, muitas vezes, verbalizar nossos interesses e vontades nos abrem portas para grandes oportunidades.
Por fim, a respeito de usar as redes sociais, como Pinterest, TikTok, Instagram e Youtube, recomendo que, para encontrar o que há de melhor na plataforma e também não estragar o seu algoritmo, você crie uma conta unicamente para isso. Além de não atrapalhar seus momentos de descanso e entretenimento com estudo, ao criar uma conta e interagir nela unicamente com conteúdos relacionados ao idioma, o algoritmo percebe seu interesse e vai entregar não só conteúdos virais daquele nicho, mas também postagens mais elaboradas ou informacionais, posts que somente os fissurados em aprendizado de idioma — que é a identidade que você vai transmitir — acessam.
Essa primeira etapa pode parecer difícil, porque uma vez recolhidas essas informações, é preciso filtrá-las através de uma análise. Além disso, a ansiedade pode nos levar a desejar partir para a ação quanto antes. No entanto, esse processo de preparação é extremamente importante. Quanto mais tempo investir nesse ponto, de maior qualidade será o seu estudo. Apenas se certifique de não passar a eternidade preparando-se e nunca iniciar o seu projeto.
Tenha cuidado para não cair na tentação de usar a pesquisa como uma muleta para a procrastinação. Você nunca se sentirá totalmente segura(o) de seu planejamento, então não espere se sentir assim para começar. O que estamos fazendo aqui é um exercício de aprimoramento do estudo autodidata de idiomas. Esse primeiro passo tem por objetivo ensinar aqueles que não sabem como procurar por essas informações a fazê-lo — e os que têm uma ideia podem se aprimorar —, para que não fiquem atados ao primeiro livro ou aplicativo que encontrarem, nem para se sentirem frustrados seguindo fielmente um plano de estudos criado por outro alguém, sem saber como adaptá-lo.
Pesquisar bem — e bastante — pode poupar muito tempo mais tarde. E não é algo que pode ser feito uma única vez; sempre que partir para uma etapa seguinte, como um próximo nível do idioma ou nova meta, precisará revisá-lo. Também pode acontecer que, ao longo da jornada, um obstáculo ou falha surja no caminho. Isso faz parte do processo; é impossível ter uma imagem totalmente perfeita dele já no início.
Saber identificar o momento de parar de planejar e partir para a ação direta é algo difícil de se fazer. Para isso, é preciso fazer um teste: tente colocar seu plano em ação; se ele falhar, se você sentir completamente perdido ou sentir que o tempo gasto pesquisando estava sendo mais produtivo, volte à pesquisa. Se chegar a um momento em que pesquisar não está agregando mais visão, clareza e método para seu planejamento, é porque chegou a hora de partir para a ação.
Um último adendo antes da despedida: no caso de já estar estudando o idioma, e apenas buscar aprimoramento para seu método, eu não recomendaria parar tudo para se dedicar à pesquisa. Continue fazendo suas aulas de inglês, mantendo sua ofensiva no Duolingo ou assistindo filmes com legenda dupla. Mesmo se sentir que não está estudando da forma mais eficiente, produtiva ou inteligente, continue mantendo os hábitos de estudo que já vem construindo; talvez você não esteja aprendendo muitas palavras por dia ou não consiga utilizá-las em uma conversa na vida real, mas o ‘‘coffee and tea’’ ao qual você se dedica já está construindo habilidades de foco, determinação, constância e memorização.
Te encontro na próxima postagem, com dicas para analisar as informações coletadas e meus próprios mapas para você se inspirar! Enquanto isso, espero ver você na minha caixa de e-mail.
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Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
- Sobre o que trata “Aula #1: Como Aprender Idiomas”?
- Nessa aula:Compartilho o e-mail para o qual as tarefas devem ser enviadas;Apresento o primeiro passo da jornada (a pesquisa);Te ensino como fazer uma boa pesquisa.Nota: Convido o leitor a levar esse curso do mesmo modo que…
- O que a matéria explica sobre “Primeiro Fundamento: Pesquisa”?
- A seção “Primeiro Fundamento: Pesquisa” organiza o contexto de Idiomas & imersão com fatos e implicações práticas destacados pela redação.
- Por que Idiomas & imersão importa agora?
- O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Idiomas & imersão. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
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